terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Cidades cearenses reajustam salário dos professores - Ibaretama e Quixadá apresentam maior percentual


AULA MATEMATICA - Curitiba, 06/04/09 - Vista de aula de matemática na Escola Lassale - no Pinheirinho, em Curitiba. A Secretaria de Estado de Educação recebeu 13 recomendações em relação à formação dos professores de matemárica. / Foto: Rodolfo Buhrer
De acordo com a Federação dos Trabalhadores(as) no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (FETAMCE), em pelo menos sete cidades do Ceará o salário dos professores foi reajustado em 13,01% ou mais, conforme determina a Lei do Piso do Magistério. Em Beberibe, Várzea Alegre, Orós, Cruz e Choró os benefícios cresceram de forma linear e de acordo com a previsão nacional. Em Quixadá e Ibaretama o percentual foi ainda maior, ficando em 16% e 17%, respectivamente.

Os dados foram apresentados à Fetamce pelos sindicatos de servidores filiados, que negociam as demandas dos trabalhadores com as prefeituras cearenses, dentro das atividades da Campanha Salarial Unificada 2015.
Ainda segundo a Federação, além do reajuste, está havendo também a regulamentação nas cidades de outro mecanismo da Lei do Magistério, que reserva um terço da jornada de trabalho dos professores para atividades extraclasse. A demanda passou a ser atendida em pelo menos três novas localidades: Orós, Crateús e Ipueiras.
“O resultado preliminar mostra que há sim capacidade de os municípios oferecerem pelo menos 13% de reajuste para os professores, haja vista o resultado inicial em cidades de médio e pequeno porte, pois crise só há no bolso do trabalhador e não no cofre de muitas prefeituras”, comentou Enedina Soares, presidenta da Fetamce.
Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, o novo piso resulta em um aumento de cerca de 7 bilhões de reais nos gastos dos municípios brasileiros. Assim como a entidade, especialistas em educação ressaltam que o reajuste federal viola a autonomia dos municípios e provoca impacto significativo nas contas públicas locais.
“Em um grande número de municípios brasileiros, a folha de pagamento dos docentes consome de 80% a 90% do orçamento para a educação. E como o reajuste afeta também o salário dos professores aposentados, as despesas decorrentes do aumento podem ser o dobro do que se calcula”, diz João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa Beto.

Informação via Ceará Agora;