quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

IBARETAMA > Estado de emergência na saúde pública


por Ibaretama > Uma semana após assumir a administração municipal de Ibaretama, a prefeita Elíria Queiroz divulgou publicamente o sucateamento da saúde publica de sua cidade. Segundo a atual titular do poder executivo tanto o Hospital Municipal como os oito postos de atendimento espalhados pelos distritos foram deixados em precárias condições de funcionamento. Em um deles, o da localidade de Pedrical, telhas, madeiras e portas foram levados. Ela pretende ingressar judicialmente contra a gestão anterior, juntamente ao Ministério Público. A ação será formalizada logo após o fechamento de uma auditoria.

À frente do Hospital Municipal há uma semana, a enfermeira Maria Rívia Soares, confirmou as denuncias da prefeita. A diretora ficou assustada com a precariedade do atendimento e a falta de equipamentos, principalmente de assistência emergencial a população. Na lista de prioridades consta inclusive um desfibrilador e tubos de oxigênio. O Município também precisa com urgência de uma ambulância. Não há como transportar pacientes para cidades vizinhas, quanto mais para o Instituto José Frota (IJF) em Fortaleza.
O ex-secretário de Saúde do Município, Gemeson Maia, informou terem sido adotadas todas as providências legais para entrega dos equipamentos públicos da saúde a gestora atual, inclusive foram formadas equipes de transição. Segundo ele, a transferência ocorreu sem problemas com a documentação e prestação de contas de todo o patrimônio. Ele também contestou o sucateamento apontado pela prefeita. “O posto de saúde do distrito de Pedrical como também de Piranji e Oiticica foram entregue em reforma. Trabalhamos inclusive do sentido de solicitar mais recursos, como exemplo a duplicação dos recursos do PSF, de R$ 53 mil para 106 mil”, acrescentou.
Elíria Queiroz confirma o recebimento patrimonial, todavia, não imaginava se deparar com situação tão grave. Para tirar o Município do caos na Saúde, além de recorrer aos governos do Estado e Federal, em busca de recursos para agilizar a prestação de serviço de assistência de qualidade a população e de solicitar a apuração do “desmonte” através do Ministério Público ela pretende encaminhar o dossiê da saúde pública à Câmara Municipal, para conhecimento dos representantes do povo.
A presidenta da Casa Legislativa, Tereza Carla de Freitas, conhecida como “Carlinha do Hospital”, também demonstrou preocupação com o problema. Entretanto a Câmara ainda não criou suas comissões, dentre elas a de Saúde e a de Obras. Devem estar em funcionamento até o fim deste mês.  Mesmo assim não caberá aos parlamentares municipais a decisão sobre alguma sanção aos gestores anteriores, explicou. “O papel de todo parlamentar é fiscalizar a atuação dos serviços prestados a sua comunidade. Cumpriremos a nossa missão e auxiliaremos o Poder Executivo no que for possível”, concluiu
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informação extraída de http://blogs.diariodonordeste.com.br/sertaocentral/